Os Diários do Câncer” é uma obra autobiográfica em que a escritora Audre Lorde compartilha sua experiência pessoal e política durante o tratamento de câncer de mama. Transgressora em seu tempo, a obra é um relato poderoso sobre transformação, luto e amor entre mulheres.
A primeira edição brasileira, publicada pela Editora Ginecosofia em 2024 e com tradução inédita de Tatiana Nascimento, reforça a atemporalidade do livro.
O projeto gráfico parte de dois eixos centrais: o caráter duplo da obra, que se divide entre ensaios e entradas de diário, e os desenhos e estudos da artista Manuela Navas.
Para equilibrar a abordagem mais intimista dos diários e o distanciamento dos ensaios, optou-se por um formato menor de livro. O projeto se estruturou com o uso de duas famílias tipográficas, relacionando a diferença entre os registros textuais.
Como elemento visual adicional, entre os estudos da artista Manuela Navas, havia alguns rascunhos e estudos que exploravam o uso do adinkra Nkyinkyim, que foi incorporado ao projeto gráfico. Adinkras são símbolos visuais, ideogramas e provérbios ancestrais criados pelos povos Akan, de Gana e Costa do Marfim.